Categoria: Sustentabilidade

inBiot e EcoMT integram dados de qualidade do ar em gestão inteligente de edifícios

A inBiot, especialista em monitorização avançada da qualidade do ar interior (IAQ), e a EcoMT, empresa focada na gestão inteligente de infraestruturas, anunciaram uma colaboração tecnológica para integrar dados ambientais em ecossistemas digitais de gestão de edifícios. A integração é realizada através da camada de conectividade e das APIs da plataforma OTEA, permitindo que empresas e organizações operem os seus espaços de forma mais eficiente, automatizada e centralizada.

De dados ambientais dispersos a gestão centralizada em OTEA

Ao longo dos últimos dois anos, inBiot e EcoMT têm vindo a trabalhar em conjunto em projectos internacionais com implementação em centros logísticos e espaços operacionais distribuídos por mais de 12 países. Estas soluções assentam em infraestruturas IoT baseadas em redes LoRaWAN, que garantem a recolha contínua, escalável e eficiente de dados ambientais em edifícios com diferentes tipologias e localizações.

No âmbito desta colaboração, a sensorização da inBiot é integrada na arquitectura tecnológica da EcoMT. A plataforma OTEA funciona como camada central de conectividade e normalização, recebendo dados em tempo real de múltiplas fontes: sistemas de gestão técnica de edifícios (BMS), sistemas energéticos, equipamentos de climatização, sensores IoT e, agora, sensores avançados de qualidade do ar interior. Através das APIs da OTEA, estes dados são ingeridos, tratados e disponibilizados de forma padronizada, o que facilita a sua utilização por equipas de operações, energia e manutenção.

Dentro da plataforma, os dados ambientais podem ser visualizados em dashboards avançados, desenhados para dar uma visão clara do desempenho dos edifícios. É possível configurar alertas em função de limiares de CO2, partículas, humidade, temperatura ou compostos orgânicos voláteis, bem como alimentar análises de padrões que ajudam a antecipar problemas de conforto, ventilação ou consumos energéticos excessivos. Os dados podem ainda servir de base à criação de variáveis calculadas, que relacionam a qualidade do ar com o comportamento de sistemas de climatização e ventilação, permitindo uma gestão mais fina dos equipamentos.

EMOS: qualidade do ar ao serviço da eficiência energética e do conforto

A integração da IAQ na OTEA está alinhada com o enfoque EMOS (Energy Management and Optimization System) da EcoMT, um modelo que combina monitorização, controlo e optimização energética numa mesma plataforma. Com esta abordagem, os dados de qualidade do ar deixam de ser um indicador isolado e passam a fazer parte activa das estratégias de operação dos edifícios.

Na prática, isto possibilita funções como o controlo remoto de equipamentos, o benchmarking energético entre diferentes lojas, armazéns ou edifícios corporativos, e a gestão centralizada de portefólios de activos dispersos geograficamente. Ao ligar a ventilação e a climatização a indicadores de qualidade do ar em tempo real, é possível ajustar caudais de ar novo, horários de funcionamento ou setpoints de temperatura de forma dinâmica, reduzindo consumos sem comprometer o conforto dos ocupantes.

Depois da validação técnica da integração e do seu uso em contextos reais nos sectores do retalho e da logística, as duas empresas estão a trabalhar na escalabilidade da solução para novos clientes e tipos de activos. Nos planos de expansão incluem-se não só retalho e logística, mas também hospitality e edifícios corporativos, onde o equilíbrio entre eficiência energética, bem-estar dos utilizadores e conformidade regulatória é cada vez mais crítico.

Responder à nova procura por edifícios mais saudáveis e eficientes

Esta colaboração surge num contexto de crescente procura por soluções capazes de integrar variáveis ambientais nos sistemas de gestão de edifícios. A qualidade do ar interior ganhou relevância tanto por razões de saúde pública e bem-estar, como pelo seu impacto na produtividade e na percepção de conforto por parte de colaboradores, hóspedes ou clientes. Paralelamente, as metas de descarbonização e redução de custos energéticos exigem uma operação cada vez mais inteligente dos sistemas técnicos.

Ao disponibilizar dados de IAQ em tempo real dentro de uma plataforma de gestão integrada, inBiot e EcoMT abrem caminho a casos de uso avançados: optimização energética baseada na qualidade do ar, melhoria contínua do conforto dos ocupantes, automatização de decisões operacionais e apoio à gestão com informação fiável e centralizada. Em vez de decisões baseadas em horários fixos ou pressupostos estáticos, os edifícios podem passar a ajustar-se ao que realmente acontece em cada espaço, em cada momento.

Se a sua organização procura tornar os edifícios mais eficientes, saudáveis e fáceis de gerir, integrar dados ambientais na plataforma de gestão é um passo decisivo. Considere avaliar como soluções como a OTEA, combinadas com sensorização avançada de IAQ, podem ajudar a optimizar consumos, melhorar o conforto e preparar os seus activos para um futuro mais digital e sustentável. Entre em contacto com especialistas em gestão inteligente de edifícios e dê o próximo passo rumo a uma operação baseada em dados em tempo real.

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